Integração entre medicina, tecnologia e marketing. É essa a receita do ainda recente Neuromarketing, foco de estudo de pesquisadores como Martin Lindstrom, um especialista em branding global, que realizou uma pesquisa de quatro anos e cerca de US$ 7 milhões, nos Estados Unidos.

A pesquisa de Neuromarketing utiliza instrumentos sofisticados de rastreamento cerebral, como IRMF, Imagem por Ressonânica Magnética funcional, e o TEE, Topografia de Estado Estável, que rastreia ondas cerebrais rápidas em tempo real. É daí que surgem as polêmicas sobre o tema, pois seu o objetivo é medir as reações mediante a exposição da pessoa a uma imagem, marca, produto, apontando quais áreas do cérebro são acionadas. O grande receio é de que o Neuromarketing possa ser usado para manipular a mente do consumidor, alterando seu comportamento e levando-o a agir de acordo estratégias comerciais.

É claro que o assunto é complexo, até mesmo pelo fato de ser novo. O que é preciso é estudá-lo com mais profundidade. Mas uma coisa é fato: o mercado sempre está em busca de conhecer mais a fundo o consumidor, o que é positivo, pois quanto mais se souber sobre as necessidades e desejos, mais acertos em lançamentos de produtos e serviços que sejam funcionais para os seres humanos. Porém, por outro lado, chega a dar certo frio na barriga. Será essa uma possibilidade da ficção de George Orwell, “1984”, virar realidade?

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