Integração entre medicina, tecnologia e marketing. É essa a receita do ainda recente Neuromarketing, foco de estudo de pesquisadores como Martin Lindstrom, um especialista em branding global, que realizou uma pesquisa de quatro anos e cerca de US$ 7 milhões, nos Estados Unidos.
A pesquisa de Neuromarketing utiliza instrumentos sofisticados de rastreamento cerebral, como IRMF, Imagem por Ressonânica Magnética funcional, e o TEE, Topografia de Estado Estável, que rastreia ondas cerebrais rápidas em tempo real. É daí que surgem as polêmicas sobre o tema, pois seu o objetivo é medir as reações mediante a exposição da pessoa a uma imagem, marca, produto, apontando quais áreas do cérebro são acionadas. O grande receio é de que o Neuromarketing possa ser usado para manipular a mente do consumidor, alterando seu comportamento e levando-o a agir de acordo estratégias comerciais.
É claro que o assunto é complexo, até mesmo pelo fato de ser novo. O que é preciso é estudá-lo com mais profundidade. Mas uma coisa é fato: o mercado sempre está em busca de conhecer mais a fundo o consumidor, o que é positivo, pois quanto mais se souber sobre as necessidades e desejos, mais acertos em lançamentos de produtos e serviços que sejam funcionais para os seres humanos. Porém, por outro lado, chega a dar certo frio na barriga. Será essa uma possibilidade da ficção de George Orwell, “1984”, virar realidade?
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A complexidade de entender as expectativas dos consumidores, há muito consomem pesquisadores em criar produtos/serviços que atendam suas necessidade, assim, vale a pena todo esforço desprendido. A manipulação do indivíduo sempre existiu e continuará a existir, cabe ao se humano buscar informações que o torne conhecedor e não um simples repetidor de ações e idéias.
É, Carla, de fato o mercado tem buscado, cada vez mais, atender ao consumidor de forma mais personalizada. Isso é bom, só ganhamos com isso. Quanto à questão do neuromarketing ser ou não uma ferramenta de manipulação, fica aqui dois pontos: 1) tudo o que é novo assusta. 2) há muitas coisas que podem ser usadas para o tal bem ou mal. Talvez, o neuromarketing possa ser uma dessas. Mas, mesmo que assim for, temos muitas outras coisas que seguem essa lógica, desde o avião até a internet, instrumentos que podem oferecer maravilhas se forem empregados para o bom uso, mas que também podem causar grandes danos, quando o objetivo a ser atingido é esse.
Entender o consumidor é uma das premissas das empresas e esse processo cada vez conta com instrumentos que se refinam e permitem que se chegue a conclusões mais assertivas. As empresas não vão deixar de realizar tais pesquisas, gostemos ou não, porém o que não pode deixar de existir é a transparências em relação a tais mecanismos, ou seja, o consumidor que é alvo de estudos precisa estar ciente de tais práticas. Não acho que seja possível exercer um controle da mente dos consumidores, pois se houvesse como, alcançar o sucesso seria algo fácil de se conseguir. Porém, não se pode negar a influência das empresas nas decisões dos consumidores.
Parabéns pela iniciativa em trazer um tema de tamanha relevância a todos. É uma pena que, em um país tão grande e cheio de riquezas culturais feito o Brasil, por diversas vezes temáticas inovadoras em cenários de Marketing fiquem para trás, quando não correlatos à somente algumas áreas tangentes a esta disciplina, como Administração, Publicidade e Propaganda. Grande prova disto é que muitas das grandes empresas aqui do Brasil, a exemplo Itaú, Vivo, Brahma e tantas outras já utilizam em larga escala diretrizes provindas das pesquisas neurocientíficas, ainda que os comentários gerados pelos consumidores (leia-se todos, de empresas à profissionais, de estudantes, estudiosos à leigos e curiosos) não reflitam em nada sobre as estratégias de Neuromarketing abordadas.
Voltando ao que a postagem se propõe, concordo com a opinião dos comentários anteriores, e reforço mediante um exemplo muito simples: assim como um martelo é feito com o objetivo de pregar, este também pode ser usado para machucar pessoas.
Não tenho dúvidas quanto à ética do Neuromarketing. Da mesma maneira que não faltam exemplos de ações partidárias e políticas públicas ótimas, a técnica aplicada pelo Neuromarketing desbrava novos olhares sobre o mercado – sendo a variável mais importante desta comparação (política/marketeira) a única que “escapa” sob a mão do ser humano: a sua boa administração.
É ótimo saber que o Neuromarketing vem ganhando espaços, como na postagem. Para mais e muito mais, uma espiada no site da C&G Marketing Consulting nunca fará mal.